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Força-tarefa contra fraudes em postos da Barreira Fiscal no RJ prende 8 pessoas




O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciaram nesta sexta-feira (10) a segunda fase da Operação Desvio de Rota, contra um esquema de sonegação e de corrupção em postos da Barreira Fiscal do RJ. De acordo com as investigações, o grupo é suspeito de sonegar mais de R$ 1 bilhão em impostos entre 2019 e 2020. Até a última atualização desta reportagem, 8 pessoas foram presas. Vando Roberto Amorim da Cunha, funcionário comissionado do gabinete do deputado estadual Giovani Ratinho (Pros), era uma delas. Segundo os investigadores, ele recebia propina para permitir a entrada a entrada do combustível ilegal no RJ. Um policial militar também foi preso por trazer o combustível ilegalmente de São Paulo, onde é vendido mais barato. Segundo a força-tarefa, a quadrilha comprava etanol em outros estados, onde a incidência do ICMS é menor, e trazia para o RJ para revenda a preços abaixo dos de mercado. Esse combustível deveria ser declarado nos postos da Barreira Fiscal, como o da Rodovia Presidente Dutra, em Itatiaia, na divisa com São Paulo. O promotor do Grupo de Apoio Especializado e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP, explicou como era o esquema. “Os veículos que eram integrantes dessa organização criminosa passavam livremente pela barreira fiscal. Havia um ajuste de horário e de cabine para que os caminhões passassem diretamente no momento em que os corruptos estavam lá aguardando essa passagem”, disse Fabiano Cossermelli Oliveira. “Em um dado momento, a desfaçatez era tamanha que eles passaram a ‘adesivar’ os caminhões da organização criminosa para facilitar a identificação pelos agentes corruptos”, completou o promotor. O MPRJ e a PRF afirmam, no entanto, que esse esquema movimentou R$ 500 mil por mês em subornos pagos a policiais e agentes do posto fiscal a fim de permitir a passagem das cargas não declaradas. De acordo com as investigações, a organização lucrava cerca de R$ 15 mil por caminhão que passava sem o pagamento de tributo pela Barreira Fiscal, com cobrança de propina de até R$ 1,5 mil por veículo. Agentes saíram para cumprir, ao todo, 19 mandados de prisão e 38 de busca e apreensão. Agentes foram para endereços em nove municípios fluminenses (capital, São João de Meriti, Belford Roxo, São Gonçalo, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Piraí e Volta Redonda) e em Paulínia e Bauru, São Paulo. São realizadas buscas também no 31º BPM (Recreio). Em nota, o deputado Giovani Ratinho informou que já solicitou a “imediata exoneração” de Vando Roberto. “Não admito e não compactuo com qualquer desvio de conduta de qualquer pessoa”, disse o deputado. Primeira fase há um ano Na primeira etapa da Operação Desvio de Rota, em dezembro de 2020, agentes da Polícia Rodoviária Federal e do Ministério Público do Rio cumpriram 25 mandados de busca e apreensão no RJ e nove em SP. Empresários, donos de postos de gasolina e de caminhões e policiais estavam entre os alvos. Pelo menos 73 carretas foram apreendidas sem documento válido ao longo da investigação, com cerca de 3 milhões de litros de etanol apreendidos. A fraude estimada pela Secretaria Estadual de Fazenda do Rio referente a esse montante interceptado chega a R$ 1 bilhão. Os investigadores lembram que o volume tende a ser maior, em razão do material que não foi possível apreender. Fonte:https://rlagosnoticias.



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